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Mostrando postagens com o rótulo Letícia Thompson

Do coração de uma mulher

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Se tivesse que abrir meu coração, eu contaria todos os segredos nele contidos, os que me confesso e os que até a mim mesma tento negar... Eu falaria da minha esperança, das lutas, da briga por uma felicidade que eu nem sei se existe, mas que insisto em querer buscar, da minha recusa em aceitar estar presa a não ser que essa prisão seja minha própria escolha... Eu diria, provavelmente, que essa fragilidade é apenas aparente ou que até nas horas mais fortes meu coração pede abrigo e compreensão... Eu contaria, talvez, do orgulho que me impediu de viver horas bonitas, mas que quando olhei para trás já era tarde demais, dos meus arrependimentos, dos perdões que tive que conceder a mim mesma para continuar a levar uma vida tão normal quanto possível.   E também do meu desejo de ter filhos, criar e procurar neles meus próprios traços e da minha alegria em encontrá-los. Eu mencionaria minha mãe, que entendi depois, quando me tornei mãe também e confessaria com orgul...

Os complexos

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 Se fossem simples, já não teriam esse nome. E se têm é porque fazem torta a vida de quem sofre com eles. Os complexos são impressões que sentimos que o mundo inteiro está concentrado na nossa pessoa. É como se houvesse um projetor sobre nossa cabeça, mesmo e, talvez principalmente, em plena luz do dia. É algo que dói tão profundamente e tanto mais se não pode ser mudado. As pessoas em volta não percebem isso. Aliás, a realidade é que elas se importam pouco com os complexos de outros, a pessoa que mais se importa com isso é o próprio complexado. E é a única pessoa que sofre também. Sofre no âmago. Se algo não for feito, a tendência é a anulação na pessoa das grandes qualidades por uma pequena diferença. O remédio? Antes de tudo aceitação. Aceite-se! Se há algo em você que te incomoda e que você não pode mudar, aceite! Comece por perceber que não existe um projetor sobre sua cabeça, que o mundo não para de girar quando você chega e que todas as pessoas não olham pra você. Pare de s...

Ame como se o outro fosse você

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Se o amor fosse bastante em cada coração, todos os males do mundo acabariam. Cada um olharia o outro como se estivesse se olhando no espelho e teria tanta compreensão e compaixão como se estivesse agindo por si mesmo. As asperezas da vida tornam as pessoas duras, amargas. E o pior é que nem sempre elas querem se livrar dessa carga que as tornam com o andar pesado e a visão do futuro vaga e obscura. Há pessoas que temos dificuldade em amar. Difícil admitir, pois fomos feitos e criados para amar o próximo sem querer saber o que se esconde por detrás de seu passado e o que vai na sua alma. Cada um tem sua história, seus espinhos e sua cruz. Cada um também tem sua beleza, talvez apagada por acontecimentos, envelhecida por esperas que nunca tiveram fim e amargas pelo fel que a vida derrama vez ou outra. Os altos e baixos da vida existem para todo mundo. Mas é quase sempre, para um e para outro, os baixos que marcam mais, os que definem a trajetória, marcam a vida inteira. E quando olhamos p...

As estrelas

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As estrelas Nós seguimos as estrelas Porque elas nos pertencem. Mas onde iremos com as estrelas? Num caminho de sonhos e impossibilidades. Mas mesmo nas impossibilidades Ainda podemos sonhar. Se é amor o que nos machuca, Que pelo menos ele seja sublime. Que seja amor ou paixão, Que seja verdadeiro. Que ele queime Tanto que queimam nossas almas, Tanto que não sabemos O que nos reservam as estrelas. Mas, se eu pergunto às estrelas, De que será feito o amanhã, Elas não respondem nada, Elas não sabem nada, Elas só sabem brilhar, Elas só sabem nos iluminar. Porque nós também não sabemos De que o amanhã será feito. Talvez a gente se acorde... Letícia Thompson